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Nautimodelismo foi categoria pioneira

por ricardo.fotios última modificação 20/04/2012 10h36
Prática começou com os egípcios há 4 mil anos

Publicado em 20/04/2012 09h25

Última atualização em 20/04/2012 10h36

GUSTAVO CARNEIRO
Especial para o Rudge Ramos Jornal*

O Nautimodelismo é uma prática considerada moderna por conta da tecnologia. Existem barcos movidos a eletricidade, a gasolina, a álcool, de diversos tamanhos e preços. Podem percorrer grandes distâncias em alta velocidade, dependendo da potência do controle remoto.

 

Mas essa modalidade de modelismo existe há mais de 4.000 anos, com os egípcios. Prova disso são imagens expostas no Museu Britânico de Londres, na seção de Egiptologia. Há séculos, muitas vezes uma réplica tinha o objetivo de mostrar a um cliente como ficaria a embarcação encomendada ao armador.

Hoje, o nautimodelismo tem duas modalidades: o modelismo naval estático, também conhecido como de vitrine, usado apenas para exposição, sem motor, e o navegável, em que a embarcação navega e pode ser controlada por sinais de rádio ou não, dependendo se é motorizado ou a vela. Os modelos podem ser uma reprodução em escala de um barco que já existe ou não.

Modelo de barcos é a primeira modalidade feita no mundo. No Brasil, essa prática só perde para o automodelismo.

Desde os 15 anos, o aposentado José Carlos Assunção, 69, pratica o nautimodelismo, que tem um barco com motor “Glow”, de combustível básico, composto por 75% de metanol e 25% de óleo de rícino.

Ele atribui o pouco número de adeptos aos poucos lugares com estrutura para o esporte. “É complicado você tentar usar o barco em lugares que não sejam próprios para isso. Às vezes, você vai praticar em um lago e tem crianças brincando na água ou pessoas com jet ski. Qualquer marolinha já vira o barco”, disse Assunção.

Um desses espaços é o Modelodromo do Ibirapuera, onde há um tanque de 50 metros de comprimento, 25 m de largura e
1 m de profundidade. Em  1 milhão de litros de água os modelistas se revezam no tanque, para que não ocorram acidentes.

Outro frequentador do espaço é o aposentado Wilson Colombo, 65, que construiu um barco de
1,10 m de comprimento, pesando 15 kg e com escala de 1:45. “Eu trouxe o quite da Inglaterra e o incrementei. São dois motores elétricos, possui luzes internas e externas, tem um apito, imitando um de navio e solta fumaça.” Mas não é um hobby barato, admite Colombo. “Esse barco está avaliado em R$ 15 mil.”

Assunção e Colombo integram a Apnaut (Associação Paulistana de Nautimobilismo). São cerca de 70 associados, que frequentam o Modelodromo do Ibirapuera toda semana para praticar, principalmente aos sábados e domingos.

*Esta reportagem foi produzida por alunos do curso de Jornalismo da Universidade Metodista de São Paulo

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