País ainda tem diversos gargalos para resolver

11/05/2008

O Brasil vai ter de trabalhar pesado para manter e avançar em sua classificação de risco das agências de rating internacionais, avisam os analistas. Com a recomendação de investment grade, os gargalos da economia parecem se acentuar no momento em que o dinheiro estrangeiro acena para o País. É o que avalia o professor de Economia da Universidade Metodista de São Paulo e do Imes (Univesidade Municipal de São Caetano), Sandro Maskio.

"Os gestores públicos terão que estimular os investidores a voltar suas aplicações para o setor produtivo. E o jogador de peso, nesse caso, é o investimento público em infra-estrutura."

Segundo o professor, o PAC (Plano de Aceleração da Economia) é um dos motivadores para a classificação, mas os gestores públicos terão que ter um grande fôlego em seus orçamentos para conquistar de vez o capital externo.

O professor de Economia da FEA/USP Fabio Kancjuk, também afirma que questões da reforma fiscal - que inclui a trabalhista, tributária e o controle dos gastos públicos - e da redução da dívida interna devem se tornar prioridades do governo. "Só o grau não faz nada. É preciso uma série de medidas para melhorar a economia", diz.

Na América Latina, o Brasil tem três países para se espelhar. O primeiro, o Chile, está muito à frente do Brasil no grau de investimento não só pelo tempo da classificação, mas na estabilidade de sua economia. O segundo, o México, ainda engatinha nesse solo, que apresenta muito espaço para ser explorado. E o último, o Peru, conseguiu a classificação apenas um mês antes do Brasil, mas saiu na frente.

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Fonte: Diário do Grande ABC