Estado quer incentivar carona

28/05/2008

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente coloca em prática hoje o mutirão da carona em todos os municípios do Estado, para incentivar as pessoas a se reunirem em grupos e fazerem assim com que menos carros circulem pelas ruas. Até então, a prática não tem tido muita adesão dos motoristas da Região Metropolitana de São Paulo. Segundo especialistas, a média de ocupação dos automóveis não chega a duas pessoas.

A individualidade no trânsito é uma das causas dos imensos congestionamentos observados nos grande centros. Isso sem falar na poluição, já considerada um problema de saúde pública. A solução? Dar carona.

A sugestão é da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. O secretário Xico Graziano lança a idéia com a esperança de que o motorista se acostume a dividir o carro.

"A idéia de levar os filhos para a escola todos os dias é muito elitista. Os pais devem aderir ao transporte escolar. O esquema favorece todo mundo e deve acontecer de maneira planejada", diz o secretário.

As ações de hoje incluem panfletagem em semáforos para conscientizar o motorista. Na região, o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Ecológico programa uma série de atividades em Mauá. "Não vamos acabar com o trânsito de uma hora para outra, mas temos de lançar a idéia", afirma o presidente Sidney Faria.

A iniciativa favoreceria a fluidez das vias, de acordo com o engenheiro especialista em trânsito do Centro Universitário da FEI, Creso de Franco Peixoto. "O Brasil precisa investir em programas que organizem a carona solidária. Temos de criar cadastros que cruzem informações e ofereçam trajetos comuns aos usuários. Isso pode ser feito pela internet. É a técnica do carpool (carro cheio), muito disseminada em outros países, inclusive com faixas exclusivas para veículos que transportem mais de uma pessoa."

Vizinhos dividem carro para ir à universidade em São Bernardo
Vizinhos de bairro na Zona Sul da Capital, os estudantes Rodrigo Linhares da Cunha, 21, e Bruno Raphaelian, se conheceram há quatro anos no curso de jornalismo na Universidade Metodista, em São Bernardo, cerca de 20 quilômetros de suas casas. O destino comum e a proximidade entre as residências fizeram com que os dois começassem a ir juntos para a faculdade.

"A gente decidiu que cada semana um levaria o outro e o preço do estacionamento (R$ 50) seria dividido", contou Rodrigo. Na opinião dos jovens, são poucas as desvantagens. "O único problema é que você precisa pensar no compromisso que tem com o outro. Se quiser ficar até mais tarde ou sair mais cedo, tem de combinar", lembrou Rodrigo. "Não vejo motivos para não dar carona para alguém que você conhece e vai para o mesmo lugar", completou Bruno.


Fonte: Diário do Grande ABC