Os diferentes Natais do Brasil
Por Cecília Demarque
Nesse período de festas, a mídia é quem divulga as celebrações do Natal em diversas regiões brasileiras, por meio de textos, imagens e sons. Em. "De Belém a Bagé: Imagens Midiáticas do Natal Brasileiro", organizado por Waldemar Kunsch e José Marques de Melo, ocorre o contrário. Pesquisadores brasileiros retratam a cobertura da mídia sobre o Natal. A publicação foi uma das primeiras a serem editadas pela Cátedra e mostra que há uma influência da mídia paulistana nos veículos de comunicação de outras localidades.
A pesquisa comparou a cobertura em diversas regiões brasileiras, envolvendo 25 instituições acadêmicas, que formaram a Rede Nacional de Pesquisa Comparada. Pesquisadores-seniores e juniores foram reunidos para que "assumissem o compromisso de realizar, mediante trabalho voluntário ou utilizando de recursos próprios, o estudo sobre as identidades globais e regionais na cultura brasileira, tomando como referencial o conjunto das imagens midiáticas do Natal de 1996", conforme é revelado na própria publicação.
Capa do Livro "De Belém a Bagé – Imagens Midiáticas do Natal Brasileiro"
A hipótese pesquisada no livro surgiu a partir de outra pesquisa, realizada em 1995, em que Marques de Melo elaborou um estudo exploratório das imagens do Natal na mídia paulistana. Essa pesquisa deixou a suposição de que a imagem natalina na mídia paulistana corresponde a uma possível tendência de se reproduzir em todo território brasileiro.
Os procedimentos investigativos e os eixos temáticos aplicados na pesquisa de 1995 também foram aplicados no estudo comparativo da pesquisa nacional, e o resultado de ambos as estudos foram confrontados para verificar se as evidências identificadas no Natal paulistano estariam se configurando também no Natal de outras regiões do país.
As principais amostras de estudos seriam as edições de jornais diários de informação geral, que circulariam em diferentes territórios nacionais. A escolha do jornal foi feita a partir de dois critérios: circulação e impacto. Os veículos com maior tiragem e amplitude de distribuição e formadores de opinião seriam selecionados.
Além dessas amostras, foram estudados outros veículos, que serviram como ponto de referência para a análise comparativa: televisão, rádio, imprensa feminina e imprensa religiosa. As matérias selecionadas deveriam conter imagens natalinas, e pertencer às seguintes categorias comunicacionais: jornalismo, publicidade, instrução e diversão.
Após coletado todo o material, as pesquisas foram organizadas, editadas e analisadas, conforme conta Kunsch. "Analisei as evidências que os integrantes da rede de pesquisa reuniram em 1996, confrontando-as sempre com as do estudo exploratório que Marques de Melo havia desenvolvido em 1995". Para formular a edição final do texto, foram adotados "procedimentos com vistas à unificação do estilo, tanto na estruturação quanto na redação das matérias", completa o organizador.
Todo o procedimento ficou registrado no artigo de Kunsch no início do livro, onde ele conclui que a hipótese feita por Marques de Melo em seu estudo exploratório sobre as imagens do Natal na mídia paulista (1995), "correspondem a uma tendência que já está se reproduzindo, em ritmo acelerado, em todo o território nacional" e que "as evidências reunidas pelo pesquisador, podem, sim, ser tomadas como indicadores do panorama brasileiro, conforme mostram as análises das imgens do Natal de 1996".
Para adquirir o livro, o leitor pode acessar a loja virtual da Universidade Metodista no endereço: http://espacoeduca.uol.com.br/produto/de-belem-a-bage--imagens-midiaticas-do-natal-brasileiro/36.html


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