Comunicação! Cuidado para não errar o alvo.

Um dos maiores nomes da literatura brasileira, Monteiro Lobato escreveu com propriedade: “Há dois modos de escrever. Um é escrever com a ideia de não desagradar ou chocar alguém. Outro modo é dizer desassombradamente o que pensa, de onde der, haja o que houver: cadeia, forca, exílio”. É claro, eu concordo com ele! Mas será que esta premissa serve também para as campanhas publicitárias?

Penso que não, afinal há interesse econômico por de trás de uma estratégia de marketing e uma propaganda. Ela é destinada a um propósito muito específico: vender um produto e/ou serviço, agregar valor a uma marca e, claro, obter lucro. Isso é acertar o alvo, portanto, “dê o que der, haja o que houver”, não pode fazer parte desse processo.

As campanhas têm por objetivo comunicar ao consumidor um produto ou serviço, apresentar inovações, valorizar a marca, atrair clientes e etc., não o contrário – daí a importância de se evitar uma campanha polêmica que possa gerar desconforto por parte de muitos.

Foi justamente o que aconteceu com a Omo, marca pertencente à multinacional Unilever, por conta de sua propaganda em forma de comunicado veiculada no YouTube em alusão ao Dia das Crianças.  O foco foi convidar os pais a uma reflexão sobre os estereótipos de gênero quando o assunto é brincar. No vídeo, as afirmações “brincar de casinha é coisa de menina” e “andar de skate é coisa de menino” são seguidas de um conselho: “deixe seu filho explorar e brincar livremente”.

A campanha foi comemorada por uns e desaprovada por muitos: “O tiro saiu pela culatra”. Perderam vendas. Não agregou valor. Perderam clientes. Penso que por conta de uma má comunicação e plano estratégico impensado, a marca que oferece limpeza acabou por se sujar.

Anderson Ribeiro – Polo Volta Redonda

Pedro Eduardo – Polo Rudge Ramos

Alunos CST Marketing EAD