A prática do Jornalismo Investigativo na descoberta dos casos de sequestro de bebês e crianças durante a ditadura no Brasil (1964-1985)

Eduardo Reina

Resumo


Resumo: Diante da falta de informações históricas, bibliográficas e na imprensa sobre o crime de sequestro de filhos de opositores ao regime militar durante a ditadura no Brasil (1964-1985), investigou-se a razão da invisibilidade deste crime de Estado e o que levou à ocultação desses fatos e das próprias vítimas. O estudo analisou 150 livros de memórias, história, reportagem e trabalhos acadêmicos sobre a ditadura publicados entre as décadas de 1960 e 2019, e 12 anos de edições dos jornais O Estado de São Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo e Estado de Minas na busca por fatos que demonstrem que o trabalho de comunicação desenvolvido pelo governo militar invisibilizou as histórias desse crime cometido nas décadas de 1960 e 1970 e suas vítimas. Já para a apuração jornalística do fato em campo foram utilizadas entrevistas em profundidade, análise documental, técnicas de jornalismo investigativo. Comprovou-se que o JI, utilizando técnicas especiais de apuração, de forma independente e fora das redações, é capaz de revelar crimes que estavam ocultos e denunciá-los.


Palavras-chave


Jornalismo Investigativo; Sequestro de bebês e crianças; Ditadura no Brasil; Imprensa; Direitos Humanos

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-0934/aum.v23n23p33-51

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