“A violência começa onde termina a fala” (Hannah Arendt) o feminicídio no Brasil e na Colômbia

Kátia Aparecida Bizan França

Resumo


O objetivo deste artigo é mostrar que a voz da mulher não é de fato ouvida no Brasil e na Colômbia, países que adotaram o termo “feminicídio” em sua legislação. Apesar da adoção de leis para a defesa da mulher, os dois países ainda revelam números crescentes de assassinatos por gênero, principalmente, pelos maridos e companheiros dentro da própria casa e, muitas vezes, na frente dos filhos, pelo simples fato de serem mulheres. A análise se ocupa com as leis e as providências públicas voltadas para a redução dessas estatísticas. A metodologia utilizada neste trabalho é de natureza bibliográfica, com o auxílio de autores como Hannah Arendt, Michel Maffesoli e Boaventura de Souza Santos. O objetivo principal é mostrar, sobretudo, a necessidade de abraçar, compreensivamente, as vítimas de uma forma de violência que ainda está longe de ser admitida em toda a sua importância, extensão e profundidade.


Palavras-chave


Comunicação. A compreensão como método. Feminicídio. Voz feminina. Violência.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-0934/aum.v23n23p71-82

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