Feminicídio não a campanha do governo do Estado de São Paulo no crescimento das estatísticas

Kátia Aparecida Bizan França

Resumo


Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apresentada em fevereiro/19, revela que só 10% das mulheres que se tornam vítimas de algum tipo de agressão registram ocorrência em uma delegacia e, segundo a SSP-SP, o número de feminicídios aumentou 76% no primeiro trimestre de 2019. Com esses números em mãos, o governo do estado de São Paulo desenvolveu uma campanha para incentivar tanto as vítimas, quanto pessoas próximas a denunciar casos de agressões, além de informar que foram disponibilizadas novas delegacias 24 horas exclusivamente para atendimento das mulheres e, também, o aplicativo SOS Mulher que aciona por GPS o atendimento policial mais próximo. Aplicaremos da análise semiótica para o estudo desta campanha em conjunto com pesquisas bibliográficas, utilizando como principais referências: A Dominação Masculina - Pierre Bourdieu; Violência Contra Mulheres - A Vulnerabilidade Feminina e o Perfil dos Agressores - Adriana Bigliardi; Semiótica-Charles Peirce, entre outros. A justificativa deste artigo vem em encontro com minha tese sobre o feminicídio e a influência do patriarquismo, em que é preciso se investigar porque a mulher ainda é vítima de uma violência que está distante de ser acolhida em sua extensão e profundidade.

 


Palavras-chave


feminicídio não; campanha; governo de São Paulo; comunicação; violência.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-0934/aum.v23n23p83-96

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