Existirmos... a que será que se destina? Choque ontológico, angústia e coragem de ser na canção Cajuína

Carlos Eduardo Brandão Calvani

Resumo


A morte de um ente querido é uma experiência perturbadora que deflagra interrogações diversas sobre o sentido da existência. A ausência de respostas significativas capazes de doar explicação ao inexplicável conduz à angústia. A intensidade da angústia oferece, no seu vácuo, espaço oportuno para a penetração de discursos religiosos que apelam para a autoridade de revelações, iluminações sobrenaturais ou da tradição. Contudo, as religiões não detêm a exclusividade da tematização sobre tais assuntos. A arte, sem a pretensão de oferecer respostas definitivas, sobrenaturais ou transcendentais, também se apresenta como possibilidade para um enfrentamento corajoso da angústia. A partir dessas premissas, o texto oferece uma abordagem do tema da angústia e da coragem-de-ser na canção “Cajuína”, de Caetano Veloso.


Palavras-chave


Angústia; Música Popular Brasileira; Tillich; Caetano Veloso; Cajuína

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DOI: http://dx.doi.org/10.15603/1677-2644/correlatio.v16n1p99-113

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