“A memória é subversiva". A Comissão Nacional da Verdade, a memória dos anos de chumbo e os processos de comunicação no Brasil

Magali do Nascimento Cunha

Resumo


O tema do ciclo de seminários que estimulou este texto,  "Comunicação e Democracia: 50 anos do Golpe Militar de 1964", traz com ele três palavras: memória, verdade, justiça. As três estão conectadas. Estamos falando de um passado mal resolvido, que deixou marcas, feridas que ainda não foram cicatrizadas. São feridas abertas porque o passado não foi construído com verdade e com justiça. Nos processos de comunicação dessa história, gerações aprenderam que a palavra "ditadura" não era "adequada" para falar desse tempo vivido - utilizava-se a palavra "revolução". Era uma forma de silenciar a memória. E, neste caso, mentir (revoluções são, certamente, de outra natureza...). Como as feridas abertas nesse passado feito de injustiça, repressão, exclusão e crueldade com as prisões arbitrárias, a tortura e a morte poderiam ser curadas com falseamento da verdade e com o apagamento da memória?


Palavras-chave


Comunicação

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DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2175-7755/cs.v35n2p27-40

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