No escuro, os arqueólogos gostam de ficar em silêncio: o argumento do silêncio e a historicidade da anistia de Pilatos a Barrabás

Milton L. Torres

Resumo


Invoca-se, com frequência, o argumento do silêncio para colocar em dúvida a existência histórica de Jesus Barrabás, o personagem enigmático a quem, de acordo com os evangelhos, a turba preferiu libertar em detrimento de Jesus Cristo. De fato, o personagem não é mencionado senão nos evangelhos. Tampouco se percebem referências históricas inequívocas ao costume romano ou judaico de se libertar um prisioneiro durante a páscoa, o assim-chamado privilégio pascoal. Este artigo pretende, portanto, analisar a força argumentativa desse duplo argumento do silêncio e apresentar um breve resumo da evidência geralmente apresentada por historiadores e arqueólogos contra e a favor do privilégio pascoal. Finalmente, o artigo propõe uma breve reflexão sobre o valor geral de um argumento do silêncio.

Palavras-chave


Barrabás. Argumento do silêncio. Privilégio pascoal.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-3828/caminhando.v22n2p47-59

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