Cultura visual budista: as mudanças da iconografia de Yama e seus significados

Helmut Renders, Maximiliano Augusto Sawaya

Resumo


Neste artigo apresentamos, primeiro, um estudo comparativo das representações da divindade originalmente védica Yama nas culturas visuais budistas indiana, chinesa, japonesa, tibetana e do sudeste asiático, para depois, estabelecer um diálogo com textos budistas considerados canônicos e não canônicos e com estudos de budólogos como Siklós, Teiser, Zhiru NG, Frédéric. O objetivo é demonstrar como o budismo pela cultura visual articulou a transformação de uma divindade védica cultuada em épocas anteriores ao sistema desenvolvido por Buddha Shakyamuni em uma representação adaptada em culturas distintas às necessidades de seus sistemas de conhecimento da realidade (abhidharma). Como método de interpretação da cultura visual budista recorremos à Wölfflin e Panfosky e Aby Warburg, para identificar os motivos, gestos e atributos centrais e periféricos das figuras e para entende-los nos seus tempos e espaços onde essas representações surgiram.


Palavras-chave


Linguagens religiosas; cultura visual religiosa; budismo; representações de Yama; iconologia.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-1078/er.v34n2p543-568

 

            

       

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