Religião, política e liberdade: contribuições de Baruch Espinoza

Gabriela Schneider, Igor Castellano da Silva

Resumo


Há décadas existem discussões sobre a separação entre religião e política e religião e esfera pública que focam sobretudo nos limites desse mito moderno e nas possibilidades de coexistência dessas esferas no mundo contemporâneo. No entanto, pouco se explora sobre origens filosóficas de visões intermediárias, que concebem a inevitável influência do universo sagrado no mundo profano, mas questiona os limites plausíveis que a religião deve construir para garantir paz, direitos fundamentais e liberdades mais amplas. Este ensaio rastreia tais origens filosóficas no pensamento de Baruch Espinoza e o contrasta com a utopia liberal restrita de John Locke, amplamente propagada, mas irrealizável em tempos de separação apenas formal entre religião e política, objetivando resgatar discussões relevantes acerca do debate religião-política para nossos dilemas contemporâneos.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-1078/er.v34n2p293-313

 

            

       

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