A identidade divina em fragmentos do Êxodo

Valdenildo dos Santos

Resumo


Neste trabalho, ao se falar de uma divindade judaico-cristã, não se pretende dar ênfase ao caráter epistêmico, o qual depende do crer ser ou crer não ser, mas se verificar o seu percurso enquanto ator e destinador social presente no nível da manifestação por meio de parte da narrativa velho testamentária, contida no livro do Êxodo. Neste exame de seu papel actorial e actancial, como sujeito presente no enunciado bíblico na forma de Yaweh (Jeová) e “O Eu Sou o que Sou”, procura-se mostrar que enquanto Jeová investe a Moisés da competência para realizar o programa narrativo da libertação do povo hebreu do escravagismo egípcio. Enquanto o Eu Sou O Que Sou, revela-se como divindade absoluta de identidade consumada por meio da isotopia da unicidade, explorada in texto, a análise imanente do fragmento textual em estudo, característica principal da semiótica da Escola de Paris, mostra a identidade humana, em oposição, em processo de construção. Conclui-se, assim que a semiótica transforma-se em importante ferramenta para a leitura de enunciados de caráter verbal, no caso, de forma objetiva, mesmo que este tenha relevância religiosa como objeto da fé no bojo de religiões ao redor do mundo levadas a interpretações variadas e subjetivas.


Palavras-chave


Identidade; Divindade; Judaísmo; Cristianismo; Semiótica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1078/er.v31n1p117-133

 

           

 

 

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