Cultura das violências (des)necessárias: uma análise a partir da história brasileira

Wilhelm Wachholz, Thiago Nicolau de Araújo

Resumo


O “paraíso”, terra sem violências, não era a Europa dos ibéricos nem a Ameríndia, anexada como possessão. O encontro de ambos, contudo, potencializou as violências, em decorrência das pretensões ibéricas. A Modernidade foi inaugurada em conexão com a possessão violenta da Ameríndia. O “ter” em detrimento do “ser” tornou as violências “necessárias” como forma de dominação. A cultura do consumo da (Pós-Modernidade)traduziu e preservou a cultura das violências a partir do princípio do “ter”. O mercado se complexificou, necessitando das violências, das competições, das exclusões, das opressões para apresentar-se, paradoxalmente, como solução do que ele próprio criou. Muitas igrejas na atualidade reproduzem e potencializam a cultura das violências sob a linguagem religiosa. Nossa tese neste artigo é a de que as violências não devem ser compreendidas pontualmente, onde “aparecem”, mas como “engrenagem” e “rede de violências”. O objetivo deste artigo é apresentar uma análise, relacionando violências da conquista da Ameríndia, em particular o Brasil, e Modernidade e a pontencialização das violências pela Pós-Modernidade, em especial, pelas religiões da prosperidade.


Palavras-chave


violências; história; religião; cultura

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DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1078/er.v31n1p25-36

 

           

 

 

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