A Teopoética em Rubem Alves

Luana Martins Golin

Resumo


A religião se expressa por meio da linguagem, das narrativas, dos mitos, da poesia. É por meio da linguagem que é possível ao ser humano articular suas identidades, crenças e compreensão de mundo. Mais do que dados estatísticos e análises sociais, a religião é um complexo fenômeno da linguagem humana. Nessa direção, Rubem Alves (1933-2014) torna-se um interlocutor fundamental para se pensar uma poética da religião. O caminho percorrido por ele foi o da teopoética, numa tentativa de “desengaiolar” e libertar as palavras das prisões dos dogmas, dos sentidos e da univocidade. Seus textos saborosos podem ser degustados, em uma dinâmica que une a ficção, o prazer e a reflexão. Neste movimento ou dança das palavras, Deus ou o Sagrado se manifesta em atos de criação, como poeta. Para compor este artigo foram utilizados como base as seguintes obras, em ordem de publicação no Brasil: Lições de Feitiçaria: meditações sobre a poesia (2003); Variações sobre o prazer (2014) e Rubem Alves essencial: 300 pílulas de sabedoria (2015). Trata-se da fase mais tardia do escritor, onde predomina uma linguagem mais literária e narrativa.

Palavras-chave


Rubem Alves; teopoética; religião; palavra; beleza.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1078/er.v31n2p239-259

 

           

 

 

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