“Fora da Beleza não há salvação”: O movimento de Rubem Alves da fé engajada à teopoesia.

Kenner Roger Cazotto Terra, Rainerson Israel Estevam de Luiz

Resumo


Na década de sessenta, na América Latina, surgia uma perspectiva teológica a partir do contexto dos pobres, da sociedade industrial e da própria teologia clássica à luz da fé engajada. Rubem Alves é considerado um dos precursores ou, no mínimo, parte das origens dessa teologia latino-americana conhecida como Teologia da Libertação.  Contudo, na sua caminhada intelectual, percebemos o movimento da ênfase do fazer para a prioridade da beleza. Neste artigo, apresentar-se-á o processo alvesiano de distanciamento de uma linguagem teológico-emancipatória para se descobrir livre na beleza dos versos e das crônicas infantis. Alves propõe uma libertação corporal de todas as estruturas tecnológicas e teológicas de repressão, para que o corpo viva o sentido lúdico, imaginativo, poético e dionisíaco da vida. Nesse artigo, para percebermos esse movimento alvesiano, investigaremos as propostas de seu humanismo messiânico e visualizaremos, desde o final da década de 60, os primeiros lampejos de sua teopoesia. Portanto, mostrar-se-á o vanguardismo de Rubem Alves e suas relações frutíferas com as teorias da linguagem e como a poesia, a qual lhe serviu como instrumento de construção de mundo e crítica estética à mecanicidade do saber tecnológico e à teologia tradicional.

Palavras-chave


Rubem Alves; Humanismo Messiânico; Teopoesia; Linguagem; Poesia

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1078/er.v31n2p205-223

 

           

 

 

Licença Creative Commons

Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.