JUREMA: culto, religião e espaço público

Zuleica Dantas Pereira Campos, Clelia Moreira Pinto Joron

Resumo


Objetivamos neste trabalho compreender as construções simbólicas de que se utilizam os seguidores da Jurema (religião afro-ameríndia) na sua busca de legitimação. Para tanto, abordamos a invenção dessa religiosidade, que se construiu tomando como base simbólica as representações étnico-religiosa ameríndia e africana da região Nordeste do Brasil; e, dessa forma, compreender como se organiza o processo de popularização, de institucionalização e de inserção no espaço público da prática da Jurema na Região Metropolitana do Recife. Trabalhamos com a ideia de que sua principal reivindicação é a da legitimação como religião autônoma. E é nesse sentido que consideramos o culto da Jurema, seja ele praticado entre grupos indígenas da região Nordeste, seja praticado no espaço urbano da Região Metropolitana do Recife, como um processo continuo de transformação. Frente a um mundo fluidificado e globalmente conectado, a Jurema reivindica também sua legitimação no campo da sociedade nacional.  


Palavras-chave


religiões afro-ameríndias; identidade; negros, índios, legitimidade

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DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-1078/er.v32n1p45-60

 

           

 

 

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