Virgem, heroica e mártir: análise de um modelo de santidade feminina a partir do caso de Albertina Berkenbrock (Santa Catarina, 1952-1959)

Kelly Caroline Noll da Silva

Resumo


O presente artigo objetiva analisar a construção de um modelo de santidade feminina atribuído pela Igreja Católica a partir da história de vida, morte e martírio de Albertina Berkenbrock. A menina, assassinada em 1931 após tentativa de estupro no município de Imaruí/SC, ficou conhecida em 1952 quando a Igreja abriu o pedido de sua beatificação. O jornal O Apóstolo atuou substancialmente para a difusão de discursos que colocavam Albertina enquanto exemplo de santidade feminina. Assim, entende-se que os adjetivos empregados a ela contribuíram para legitimar um modelo de santidade na sua personalidade e para a afirmação de que o fato de resistir à violência sexual caracterizaria-se como o seu grande ato heroico, base para o andamento do processo de beatificação.


Palavras-chave


Catolicismo; Relações de Gênero; Imprensa; Santidade feminina; Albertina Berkenbrock.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-0985/mandragora.v27n1p95-117

  

 

 

  

 

  

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