Psicoterapia dialógica como cenário social favorecedor de desenvolvimento subjetivo infantil

Camila Cardoso de Moraes Montú, Valéria Deusdará Mori, Júlia Sursis Nobre Ferro Bucher-Maluschke

Resumo


A presente pesquisa tem o objetivo central de compreender como a psicoterapia dialógica, na perspectiva da Teoria da Subjetividade, pode mobilizar novos processos simbólico-emocionais que favoreçam o desenvolvimento subjetivo infantil. O desenvolvimento subjetivo é um fenômeno complexo e singular, configurado subjetivamente ao longo do tempo, a partir dos diversos sentidos subjetivos que emergem e vão tomando forma na relação com o outro, marcado pela capacidade de o indivíduo gerar novas produções subjetivas que o levem a abrir caminhos e possibilidades de vivenciar suas experiências. Foi realizado um estudo de caso que possibilitou compreender as configurações subjetivas da criança em psicoterapia, gerando inteligibilidade acerca das mudanças e novas produções subjetivas ao longo desse processo. A Epistemologia Qualitativa serviu de base à Teoria da Subjetividade de González Rey, em uma perspectiva cultural-histórica, norteando este trabalho na produção de conhecimento que ocorreu de forma construtivo-interpretativa. A análise interpretativa do caso permitiu evidenciar o caráter subjetivo das relações construídas no espaço psicoterapêutico e a possibilidade de desenvolvimento subjetivo da criança.

Palavras-chave


subjetividade; psicoterapia; desenvolvimento infantil; desenvolvimento subjetivo

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-1019/mud.v29n1p49-64

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