Antropocentrismo, sencientismo e biocentrismo: Perspectivas éticas abolicionistas, bem-estaristas e conservadoras e o estatuto de animais não-humanos

Sônia T. Felipe

Resumo


Se a questão é a do estatuto de animais não-humanos frente à comunidade dos agentes morais racionais, a ética prática contemporânea está delineada por três vertentes: a tradicional, antropocêntrico-hierárquica não admite para animais não-humanos qualquer possibilidade de constituírem a comunidade moral como sujeitos de direitos morais; a utilitarista, senciocêntrica, admite o ingresso na comunidade moral de todos os seres dotados de sensibilidade e consciência; a biocêntrica, ao deslocar o eixo da ética, destituindo o agente da liberdade absoluta de decidir e agir buscando apenas os benefícios dos humanos, admitindo a inclusão na comunidade moral de todo e qualquer ser vivo, entendendo por “ser vivo” não a simples condição de uma coisa viva, como o são, por exemplo, as sementes e os frutos, mas a de alguém que, para viver, precisa reconhecer seus interesses e agir de modo a alcançar o próprio bem, preservando-se e aos seus. Neste trabalho, são apresentados os argumentos que fundamentam cada uma das três perspectivas éticas, e apontado seu alcance e limites no que se refere a atender aos interesses de animais e ecossistemas naturais.

Palavras-chave


ética antropocêntrica, ética senciocêntrica, ética biocêntrica, comunidade moral, agente moral, paciente moral, ética animal

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DOI: https://doi.org/10.15603/2175-7747/pf.v1n1p2-30

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