Impactos do CPC 06 (R2) nas companhias aéreas brasileiras

Luiz Felipe Coelho de Souza, Mariana Pereira Bonfim

Resumo


A partir de 2019 entrou em vigor uma nova norma sobre arrendamento mercantil, o IFRS 16, tendo sua adaptação para o mercado brasileiro através do CPC 06 (R2), onde reapresenta a forma de reconhecimento e contabilização dos arrendamentos mercantis, a fim de trazer mais fidedignidade as demonstrações e não permitir que a norma sustente práticas de off-balance sheet. A pesquisa tem por objetivo analisar quais os impactos nas demonstrações financeiras das empresas aéreas abertas, após a atualização da norma. Através da análise das demonstrações contábeis da Azul e da Gol, observou-se que a Demonstração do Resultado foi a mais impactada pelo IFRS 16, aumentando o lucro bruto e operacional, além do EBITDA e EBIT, trazendo indicadores melhores para ambas as empresas. Por outro lado, a nova norma também afetou os passivos da empresa, com o reconhecimento da obrigação de pagamento dos arrendamentos, aumentando o índice de endividamento geral e os juros das empresas.


Palavras-chave


IFRS 16, CPC 06, Arrendamentos, Índices econômicos-financeiros

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-9583/refae.v10n2p185-201

 

Revista da Faculdade de Administração e Economia

ISSN: 2176-9583
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