Empreendedores nas regiões oeste e norte da capital de São Paulo: organizando o caos

Kleber Markus (In memoriam), Marcos Antonio Novaes

Resumo


No Brasil, os microempreendimentos representam de 5,6 a 6 milhões de empresas, segundo pesquisas do SEBRAE (2010). Cumprem um papel importante para o PIB (Produto Interno Bruto) nacional. As pesquisas de mortalidade desses negócios mostram que cerca de 75% não conseguem permanecer no mercado além dos seis meses iniciais. A abertura desses pequenos negócios decorre, em muitos casos, da necessidade oriunda do desemprego. O empreendedor, anteriormente registrado, pode usar sua indenização e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para iniciar um novo empreendimento. Geralmente, de acordo com as pesquisas, tais negócios não têm um suporte adequado nem constituem um plano de negócios, diferente de outros países como Estados Unidos e Canadá, em que isso é condição básica para o início de um empreendimento. As pesquisas mostram que o cenário para os microempreendedores é de dificuldades. Por outro lado, contrariando as pesquisas de mortalidade (SEBRAE, 2010), existem pequenos negócios que sobrevivem ao longo do tempo, passando à margem de toda a oscilação do mercado, tanto interno quanto externo. O presente trabalho analisará seis empresas das regiões norte e oeste de São Paulo, capital, com pequenos negócios que estão estabilizados no mercado, nas proximidades dos terminais de Santana e Butantã. Além disso, mostrará quais as dificuldades transpostas por esses empreendedores para dar longevidade a seus negócios. 


Palavras-chave


Micros e pequenos empreendedores. Pesquisas. SEBRAE.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-9583/refae.v8n2p189-208

 

Revista da Faculdade de Administração e Economia

ISSN: 2176-9583
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