Paulo Freire perseguido: a pedagogia freireana na mira do Escola Sem Partido

Robson Lima de Arruda, Robéria Nádia Araújo Nascimento

Resumo


O contexto político das eleições de 2018 trouxe à tona algumas pautas conservadoras acerca da educação, capitaneadas pelo Movimento Escola Sem Partido. Uma das principais bandeiras defendidas têm sido a reação ao que chamam de “doutrinação ideológica” por parte dos professores e a defesa da “educação escolar de acordo com as convicções da família”. Contraditório, o ESP se alia a políticos e grupos da extrema direita para intimidar professores e, além disso, atacar o legado de Paulo Freire. O presente artigo apresenta uma crítica ao Movimento ESP com base nas obras Educação como Prática de Liberdade (1967), Pedagogia do Oprimido (1987) e Pedagogia da Autonomia (2018). Discute as diretrizes de uma pedagogia baseada no diálogo, na conscientização, liberdade, autonomia e mudança. Entendemos que o Escola Sem Partido opera como representação da elite opressora, cujos privilégios assentam na permanência da alienação da classe oprimida.


Palavras-chave


Educação; Paulo Freire; Escola Sem Partido.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-1043/el.v23n2p47-74

ISSN IMPRESSO: 1415-9902

ISSN ELETRÔNICO: 2176-1043

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