“Não à ideologia de gênero!” A produção religiosa da violência de gênero na política brasileira

Sandra Duarte de Souza

Resumo


Depois de quatro anos de tramitação, o Plano Nacional de Educação foi sancionado pela presidenta Dilma Rousseff no dia 25 de junho de 2014. Dentre os muitos debates que envolveram o PNE, um deles é o foco desse artigo: a discussão que mobilizou setores católicos e evangélicos no combate ao que se denominou “ideologia de gênero”, e que estaria presente no referido Plano. A mobilização desses setores, que envolveu forte campanha na internet, manifestações na Câmara dos Deputados e reuniões reservadas com deputados e senadores, teve como resultado a retirada da diretriz que propunha a superação das desigualdades educacionais, "com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual". O argumento principal foi o de que a diretriz era uma afirmação da “ideologia de gênero”, e que esta era uma ameaça à “família natural” e deveria ser combatida. No presente artigo, nos dedicaremos à análise da organização articulada dos setores conservadores católicos e evangélicos contra o substitutivo que inclui a igualdade de gênero como diretriz do Plano Nacional de Educação (PLC 103/2012).


Palavras-chave


Ideologia de gênero; Religião; Política

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-1078/er.v28n2p188-204

 

            

       

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