A teocratização, privatização e militarização no Governo Bolsonaro: perspectivas anti democráticas e contrárias à educação

Clarissa De Franco, Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho

Resumo


O artigo dá continuidade a um estudo anterior nosso (Clarissa De FRANCO; Eduardo MARANHÃO F°, no prelo), no qual desenvolvemos análise discursiva das falas de três representantes do atual governo federal, buscando identificar como as perspectivas de privatização e teocratização do mesmo têm alicerçado e oprimido a educação - especialmente as políticas educacionais em direitos humanos. Ampliamos esta discussão no presente texto, trazendo uma terceira categoria de análise: a militarização. Identificamos, em discursos governamentais, alguns mecanismos que opõem as categorias aqui levantadas (privatização, teocratização e militarização) a valores plurais religiosos, de gênero, ideológicos e outros. Também identificamos nas falas e ações de representantes do governo a reprodução e reforço de um pensamento dicotômico e reducionista que estabelece fronteiras cognitivas que dificultam políticas favoráveis às diversidades. Tal pensamento relaciona-se a uma certa ideologia de gênesis (Eduardo MARANHÃO F°, 2017) que permeia as bases narrativas (de algum modo doutrinárias) do governo, alicerçando suas ações privatistas, teocráticas e beligerantes.

 


Palavras-chave


Governo Bolsonaro; Educação em direitos humanos; Religião; Gênero.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-0985/mandragora.v26n1p203-224

  

 

 

  

 

  

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