Processos comunicacionais nos círculos de mulheres e suas relações com a Teologia ecofeminista

Patricia Santos Machado

Resumo


Este artigo busca apresentar as características principais do movimento dos círculos de mulheres e discutir sua relação com os preceitos da teologia ecofeminista e suas reverberações na comunicação e partilha de experiência entre as mulheres. A partir disto, verificamos uma possibilidade de formas mais orgânicas e colaborativas nos processos comunicacionais nos círculos, processos estes que apresentam uma alternativa à estrutura social e de comunicação vertical/fálica/linear típica do androcentrismo. Os círculos possuem características relacionadas às rodas de cura presentes nas religiões nativistas/xamânicas e têm uma íntima conexão com a prática da espiritualidade não institucionalizada e de pluralidade religiosa. Os círculos de mulheres também promovem, em sua maioria, a visão comum a muitas culturas de que tudo é sagrado e interdependente. A metodologia escolhida por nós é a análise tríplice que compõe a Hermenêutica de Profundidade (J. B. Thompson) e os referenciais teóricos que embasam a pesquisa são: os estudos do imaginário (Michel Maffesoli), a comunicação (Dominique Wolton), a teologia ecofeminista (Ivone Gebara e Rosemary Radford Ruether), o ecofeminismo (Vandana Shiva e Regina Célia Di Ciommo), a psicologia arquetípica (Jean Shinoda Bolen).


Palavras-chave


imaginário; processos comunicacionais; teologia ecofeminista; círculos de mulheres; espiritualidade feminina

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DOI: http://dx.doi.org/10.15603/2176-0985/mandragora.v23n1p33-49

 

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