Audição de vozes em população adulta não psiquiátrica: revisão integrativa da literatura

Luana Ribeiro Borges, Luciane Prado Kantorski, Suele Manjourany Silva Duro, Maria Laura de Oliveira Couto, Thylia Teixeira Souza, Liamara Denise Ubessi

Resumo


Este estudo é uma revisão integrativa da literatura, que analisou a produção científica acerca da audição de vozes e os fatores relacionados em população adulta não psiquiátrica. Incluiu artigos originais publicados até 2018 nas bases de dados eletrônicas: Sci-Verse Scopus; Web of Science; PubMed e LILACS. Adotaram-se os termos: "voice hearing" OR "voice hearer" OR "voice hearers" OR "hearing voices" como estratégia de busca, resgatando-se 1029 títulos. Identificaram-se 44 artigos para leitura na íntegra, 18 preencheram os critérios para inclusão. Evidências disponíveis mostraram uma variação de 0,8 a 41% de audição de vozes em populações não psiquiátricas. Observou-se que a audição de vozes, assim como outras experiências reconhecidas como psicóticas são vivenciadas por muitas pessoas, com intensidades, frequências e repercussões diferentes na vida de cada uma.  Níveis de ansiedade, depressão e trauma na infância, em especial abuso sexual, têm sido discutidos como potenciais fatores relacionados. A presença marcante na literatura do fator traumático como preditor dessas experiências ressalta a necessidade, e evidencia a urgência da superação dos enquadramentos sintomáticos para construção de explicações mais individualizadas para o fenômeno de acolhimento e escuta das histórias de vida em sua singularidade. Além disso, possibilita vislumbrar ações precoces para prevenção de trauma na infância como possível intervenção protetora.


Palavras-chave


Saúde mental; Alucinações; Fatores Epidemiológicos.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-1019/mud.v29n2p81-96

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