Saúde e psicologia em tempos biopolíticos: novas questões

Anelise Schaurich dos Santos, Gênesis Marimar Rodrigues Sobrosa, Cláudia Maria Perrone

Resumo


A questão das políticas públicas de saúde pode ser abordada sob diversos aspectos. No entanto, o exame de suas práticas pela biopolítica possibilita a análise dos dispositivos de saber-poder para a construção da verdade sob o sujeito. Portanto, o objetivo deste artigo é propor a problematização da tensão constitutiva das políticas públicas e das práticas no paradigma biopolítico, principalmente aquelas relacionadas com a saúde da população. Desde o século XVIII, a nova questão do poder é a de governar a vida, desde os seus ritmos de crescimento até a atividade de cada indivíduo. Nesse sentido, a prática psi vem contribuindo para o estabelecimento de relações de dominação, uma vez que detém um saber sobre o sujeito. Assim, é importante repensar a dimensão idealizante e alienadora de tais práticas, as quais tendem à fixação das relações de poder, sem permitir a invenção de novas formas de governo.


Palavras-chave


biopolítica;poder;saúde

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DOI: https://doi.org/10.15603/2176-1019/mud.v21n1p1-7

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