A Construção da Cultura e da Identidade Organizacionais na Empresa Familiar de Pequeno Porte: O Papel do Empreendedor Fundador

Angelo Brigato Ésther

Resumo


O artigo tem como objetivo analisar o processo de construção da cultura e da identidade organizacionais de uma empresa familiar de pequeno porte, enfatizando a influência e papel do fundador neste processo. Tal processo, em alguma medida, confunde-se com a construção da identidade do próprio indivíduo empreendedor e fundador, cujo papel, portanto, é fundamental e incontornável, na medida em pressupõe e ativa um conjunto de políticas e práticas de gestão e de relações de trabalho que podem ser consideradas, em última instância – mas sem se reduzir a elas –, políticas e práticas de poder, as quais, por sua vez, envolvem não apenas os empregados formais, mas também o seu núcleo familiar constituinte. De modo a alcançar o objetivo proposto, foram entrevistados o proprietário e o núcleo familiar que participa da gestão da empresa, bem como empregados que lá trabalham há pelo menos dois anos, cujos depoimentos foram analisados por meio de análise de conteúdo. Os resultados apontam um discurso gerencialista (abordagem funcionalista) quanto à criação da cultura e da identidade, em contraposição à concepção da construção enquanto negociação de significados e sentidos compartilhados (abordagem interpretativista).

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DOI: http://dx.doi.org/10.15603/1982-8756/roc.v10n20p205-242

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Revista Organizações em Contexto (ROC) - Programa de Pós-Graduação em Administração - PPGA - Faculdade de Administração e Economia - FAE - Universidade Metodista de São Paulo - UMESP.

ISSN Versão Eletrônica 1982-8756

ISSN Versão Impressa 1809-1040 (2005-2008)

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