Adesão das Cooperativas de Crédito do Estado de São Paulo à framework de controles internos regido por Circular CMN 3.467/2009

Joshua Onome Imoniana, Jorge Krening

Resumo


Esse estudo objetivou investigar a aderência das cooperativas de crédito do estado de São Paulo à Circular CMN 3.467/09 que versa sobre framework de controles internos.  Desde sua criação no início do século dezenove que o cooperativismo de crédito vem desempenhando papel fundamental na economia mundial. Apoiado em ações voltadas para uma classe menos favorecida no passado, o cooperativismo sempre empunhou a bandeira da solidariedade e união, algo enraizado de forma profunda em seus princípios. Tendo como foco principal a intermediação financeira, as cooperativas de crédito continuam exercendo um papel fundamental para o desenvolvimento sustentável do Brasil, muito em função da sua capacidade de financiar o consumo e a produção. Alguns problemas como a voraz dependência do spread para cobrir custos operacionais, e ainda, fragilidades inerentes, contribuem para que as cooperativas se tornem menos competitivas, comparado as demais instituições. Particularidades envolvendo sua estrutura e culturas acabam por gerar alguns conflitos de interesse, principalmente entre os cooperados (proprietários) e gestores. Para descrever o arcabouço legal que rege as cooperativas de crédito no Brasil no que tange à determinação do modelo de controles internos, recorre-se a Resolução CMN 2.554/98 e Circular CMN 3.467/09. Ambas são tidas como exemplos claros e formais da adoção da estrutura conceitual COSO como framework de controles internos. Ficam evidentes as ações do Banco Central do Brasil em acompanhar as tendências internacionais que envolvem padronização, através das recomendações internacionais, implicando seu cumprimento e observância. Buscaram-se respostas quanto à indagação: As cooperativas do estado de São Paulo estão observando os aspectos relevantes contidos na Circular CMN 3.467/09? Adotando-se um enfoque interpretativo, foram realizadas entrevistas e coleta de dados por meio de formulário eletrônico via web. De forma qualitativa foram entrevistados agentes e responsáveis pelos controles internos em oito das cento e cinquenta e nove cooperativas de crédito, filiadas a Sicoob Central Cecresp, por serem consideradas de grande porte, por critérios estabelecidos por esta Central. Com base nas análises efetuadas conclui-se que as cooperativas pesquisadas estão adotando os aspectos relevantes e intrínsecos contidos na estrutura conceptual. Finalmente, dos aspectos qualitativos, percebe-se a necessidade de um maior envolvimento da administração, principalmente no quesito cultura de controle e formalização de políticas e procedimentos.


Palavras-chave


Controles Internos; Estruturas de Controles; Cooperativas de Crédito

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DOI: http://dx.doi.org/10.15603/1982-8756/roc.v11n22p571-601


Revista Organizações em Contexto (ROC) - Programa de Pós-Graduação em Administração - PPGA - Faculdade de Administração e Economia - FAE - Universidade Metodista de São Paulo - UMESP.

ISSN Versão Eletrônica 1982-8756

ISSN Versão Impressa 1809-1040 (2005-2008)

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