Resiliência em feiras livres: uma análise sob a ótica sistêmica

Felipe Gerhard, Verónica Peñaloza, Fátima Regina Ney Matos

Resumo


O processo de resiliência das feiras livres, exemplos de sistema

O processo de resiliência das feiras livres, exemplos de sistemas de varejo urbano, lhes permitiu sobreviver ao desenvolvimento das civilizações desde o surgimento das primeiras vilas até as cidades atuais. As feiras vêm acompanhando o processo de evolução das práticas de comércio, bem como, das relações sociais. Esta pesquisa objetiva analisar o processo de resiliência desses sistemas de varejo. A análise será feita por meio das lentes teóricas da Teoria Geral dos Sistemas. Para tal, foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa e de caráter exploratório na Feira dos Pássaros, o mercado alternativo mais popular da cidade de Fortaleza-CE. Foram utilizadas como fonte de coleta a observação participante e a entrevista semiestruturada. Como resultado, destaca-se que, embora os feirantes não se entendam como responsáveis pelo desenvolvimento da feira, o processo de resiliência é constituído por fatores que transcendem a visão mercadológica tradicional. As perspectivas social e cultural, as quais são compostas por valores intangíveis que destoam do racionalismo econômico clássico, também são responsáveis pela construção do ambiente e imagem das feiras livres, constituídas por um amálgama de valores, práticas e lógicas entrelaçadas, capazes de erigir e orientar o seu cotidiano.

s de varejo urbano, as permitiu sobreviver ao desenvolvimento das civilizações desde o surgimento das primeiras vilas até às cidades atuais. As feiras vêm acompanhando o processo de evolução das práticas de comércio, bem como das relações sociais. Esta pesquisa objetiva analisar o processo de resiliência desses sistemas de varejo. A análise será feita por meio das lentes teóricas da Teoria Geral dos Sistemas. Para tal, foi realizada uma pesquisa de natureza qualitativa e de caráter exploratório na Feira dos Pássaros, o mercado alternativo mais popular da cidade de Fortaleza-CE. Foram utilizadas como fonte de coleta a observação participante e a entrevista semi-estruturada. Como resultado, destaca-se que, embora os feirantes não se entendam como responsáveis pelo desenvolvimento da feira, o processo de resiliência é constituído por fatores que transcendem a visão mercadológica tradicional. As perspectivas social e cultural, as quais são compostas por valores intangíveis que destoam do racionalismo econômico clássico, também são responsáveis pela construção do ambiente e imagem das feiras livres, constituídas por um amálgama de valores, práticas e lógicas entrelaçadas, capazes de erigir e orientar o seu cotidiano.


Palavras-chave


Feiras livres. Resiliência. Teoria Geral dos Sistemas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15603/1982-8756/roc.v15n29p69-96

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Revista Organizações em Contexto (ROC) - Programa de Pós-Graduação em Administração - PPGA - Faculdade de Administração e Economia - FAE - Universidade Metodista de São Paulo - UMESP.

ISSN Versão Eletrônica 1982-8756

ISSN Versão Impressa 1809-1040 (2005-2008)

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