Da tolerância religiosa e do intolerável

Julio Cesar Tavares Dias

Resumo


Como se sabe, Voltaire é um dos expoentes da defesa da tolerância, sustentando que querer impor aos outros dogmas e opiniões geraria as guerras religiosas. Prestigiando o terceiro centenário de nascimento desse autor (1994), a UNESCO promoveu em 1995 um debate internacional sobre a tolerância. Ainda que ninguém possa se considerar dono da verdade, haverá ações e situações que a sã razão qualificará como intoleráveis. Concordamos com Voltaire que, devido ao fato de que todos temos fraquezas e erros, “devemos tolerarmo-nos mutuamente”. Convém perguntar, no entanto, quais os limites da tolerância? Norberto Bobbio, por exemplo, que defendia a tolerância, chegou a perguntar (embora a pergunta já contivesse, ainda que implicitamente, a resposta) se deveríamos ser tolerantes com os intolerantes. Hebert Marcuse é um dos que se posicionavam abertamente contra a "tolerância liberal", e hoje Zizek também, tendo, inclusive, um livro chamado Elogio da Intolerância.  Interessa, portanto, perguntar pelos limites do intolerável.


Palavras-chave


Exercício da tolerância. Limites do intolerável. Convívio das Religiões.

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DOI: https://doi.org/10.15603/2175-7747/pf.v6n2p37-50

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