O discurso do episcopado visigótico sobre a morte no século VII: normatização e legitimidade

Rita de Cássia Damil Diniz, Rodrigo dos Santos Rainha

Resumo


Os reinos germânicos consolidam-se como unidades politicamente independentes no período de transição da Antiguidade para a Idade Média, momento em que emergem novas relações de poder e instrumentos de reorganização social. Neste período, o discurso eclesiástico tem papel destacado, uma vez que afirma tanto a necessidade de organização do que é entendido como Igreja, como também legitima e reforça a identidade dos novos agentes políticos.

Neste contexto buscamos refletir sobre as relações de poder no reino visigodo, com ênfase no processo de normatização proposto pela alta hierarquia eclesiástica no século VII. Assim, estabelecendo um diálogo comparado, objetivamos neste trabalho discutir a recorrência do discurso sobre a morte nos escritos do episcopado visigodo no referido contexto e sua relação com a legitimidade simbólica da elite clerical.


Palavras-chave


Morte; episcopado visigodo; salvação; habitus.

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DOI: https://doi.org/10.15603/1807-8222/oracula.v7n12p105-116

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