Cultura digital e formação: implicações políticas do movimento de expansão da EaD no Brasil

Luiz Roberto Gomes

Resumo


Esse artigo aborda, no contexto da denominada cultura digital, o tema da formação e as implicações políticas do movimento de expansão da EaD no Brasil. Para além dos avanços em termos de democratização do acesso à informação pela mediação das TIC, e que devem ser reconhecidos como um esforço de disseminação de uma determinada “cultura política”, isso não significa necessariamente, tal como nos lembra Habermas (2003), que a participação política efetiva do cidadão esteja assegurada, sobretudo em função da desarticulação recorrente entre a esfera pública política e a sociedade civil. Que interesses estariam por trás desse fenômeno de digitalização da cultura? E ainda, qual seria a finalidade da educação nesse novo contexto cultural? A cultura digital, como expressão da vida social contemporânea, gera mudanças estruturais não só na forma de transmissão e acesso a cultura, mas no próprio conceito e na atitude perante a cultura, com implicações políticas decisivas para a formação, o que no faz refletir, por exemplo, nas diferenças entre as concepções de formação presentes na cultura clássica da Paidéia grega, na cultura moderna da Bildung e no modelo educacional cada vez mais subserviente às TIC que temos hoje.


Palavras-chave


cultura digital; EaD; formação

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DOI: https://doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v23n57p29-39

ISSN Eletrônico: 2236-9767