Experiência estética e formação: um desafio contemporâneo à educação

Clenio Lago, Andressa Cristina Vani

Resumo


Vivemos um tempo marcado pela crise paradigmática, em que não somente a ideia de verdade, como também os ideais educacionais entram em crise, gerando incertezas e descrédito: uma espécie de desilusão, de não saber. Um tempo plural que se revela assustador e ao mesmo tempo promissor, que no mínimo exige a revisão e a resignificação dos referenciais de nossas ações na medida em que, coloca em jogo nossos modos de ser. Partimos do entendimento de que o ensino de arte é portador de possibilidades formativas, pois seu modo de ser originário originante é, essencialmente, o modo de ser do diálogo, prospectivo, projetivo e produtivo. As argumentações teóricas estão estruturadas no horizonte da Hermenêutica Filosófica que questiona a distinção estética e compreende o ser com temporalidade, visto o contexto em que a experiência estética está circunscrita no âmbito das puras sensações contra o racionalismo atemporal, muitas vezes confundindo-se com estas. As reflexões sobre a arte, a estética, a experiência estética e a relação destas com a formação em meio aos desafios contemporâneos da educação, indicam o humano como obra em obra. As repostas da pesquisa empírica indicam compreensões pouco apuradas quanto à experiência estética em si e a relação desta com a formação; a falta de referenciais éticos e morais oriundos da família e da sociedade, que se conclui pela necessidade de uma formação de professores para além da distinção estética, no âmbito compreensão profunda da relação ética e estética.

Palavras-chave


Ensino da Arte. Experiência Estética. Formação.

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DOI: https://doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v25n63p57-76

ISSN Eletrônico: 2236-9767