Graciliano Ramos e Walter Benjamin: literatura e filosofia da história - DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v25n62p79-87

Aline Bezerra da Silva

Resumo


Este artigo busca observar de que maneira a filosofia da história de Walter Benjamin pode contribuir para a análise da obra literária de Graciliano Ramos à luz de conceitos que negam a imparcialidade da obra artística em três romances do escritor brasileiro: Caetés, São Bernardo e Angústia. Tendo em comum um narrador-personagem que almeja escrever um livro, as considerações de ordem íntima imbricadas com questões de ordem social e o esmagamento das humanidades pelo fator econômico transparecerão nas metaobras, e o exercício da escritura configurar-se-á, ora como liberdade, ora como aprisionamento. Para a análise, foram utilizados os conceitos benjaminianos de concepção messiânica do tempo, memória e narrativa dos vencidos da história. Os conflitos socioeconômicos e políticos e as inquietações subjetivas dos personagens trazem a lume o homem e o mundo subterrâneos, além da necessidade de escovar a história a contrapelo.

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Palavras-chave


Walter Benjamin; Graciliano Ramos; tempo messiânico; memória; vencidos da história.

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DOI: https://doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v25n62p79-87

ISSN Eletrônico: 2236-9767