Postar é preciso, viver não é preciso: transformações no conceito de experiência estética - DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v25n62p37-44

Monique Andries Nogueira

Resumo


O presente artigo faz parte de investigação, em andamento, acerca da formação estético-musical de futuros professores, a partir do contexto atual brasileiro de obrigatoriedade do ensino de música na educação básica. No recorte apresentado, busca-se analisar transformações no modo de fruição estética no mundo contemporâneo, a partir do advento das novas tecnologias de comunicação e informação, particularmente no âmbito das redes sociais, a partir do conceito adorniano de experiência, de sua teoria da semicultura e ainda de sua tipologia do ouvinte. Toma-se como ponto de análise, um fato cada vez mais comum: nos ambientes destinados a apresentações musicais, é facilmente perceptível um movimento frenético de jovens que passam boa parte do tempo postando, em suas páginas pessoais, fotos e mensagens sobre o evento. Essa postagem acontece antes, depois e até mesmo durante as performances dos artistas. Ainda que teóricos mais otimistas quanto às consequências da revolução digital afirmem que a atenção dos jovens tornou-se difusa e rizomática, capacitando-os a se envolver em várias atividades concomitantes, questiono a capacidade efetiva de fruição musical nestas ocasiões.


Palavras-chave


Experiência estética; Música; Teoria Crítica; Novas Tecnologias

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DOI: https://doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v25n62p37-44

ISSN Eletrônico: 2236-9767