Movimento Armorial: arte popular como identidade cultural. Ou: Os sentidos da modernidade desconhecem o moderno - DOI: http://dx.doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v25n62p97-106

Luiz Hermenegildo Fabiano

Resumo


A reflexão proposta refere-se a uma pesquisa em andamento sobre  o Movimento Armorial e um contraponto das suas formas de manifestação popular com a concepção de Indústria Cultural estabelecida por Theodor Adorno e Max Horkheimer. A tese inicial busca estabelecer a especificidade desse movimento cultural na apropriação de um discurso dominante pela identidade cultural local.  Portanto, àquilo que se evidencia como expressão popular de um grupo ou região, reduzida a uma condição particular e folclórica, sem dissolver-se de sua identidade a ela se junta outra que lhe acrescenta um diálogo mais universalizável da expressão popular da qual se origina. O Movimento Armorial capta exatamente esse sentido. Ou seja, na dialética da estrutura interna dessa elaboração está contida a vivência da cultura nativa que se amplia e evolui conferindo identidade cultural como processo formativo emancipatório. Os pressupostos da Teoria Crítica, centrados nos ensaios de Theodor W. Adorno, Max Horkheimer e Walter Benjamin compõem um arcabouço teórico para demarcar o potencial formativo dessas manifestações estéticas populares em relação aos esteticismos estereotipados típicos da Indústria Cultural.


Palavras-chave


Indústria cultural, narrativas, movimento armorial, cultura popular

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DOI: https://doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v25n62p97-106

ISSN Eletrônico: 2236-9767