“Vocês não sabem sentir a palavra!”: desafios para a escola indígena do povo Guarani Mbya no Rio de Janeiro

Kelly Russo, Indiara Valeriano

Resumo


Este artigo discute o desenvolvimento da educação escolar indígena no estado do Rio de Janeiro a partir de estudo de caso realizado junto a escola indígena Escola Indígena Estadual Guarani Karai Kuery Renda, que atende a população Guarani Mbya nos municípios de Angra dos Reis e Paraty (RJ). Para isso, apresentamos breve revisão histórica da luta dos Guarani Mbyá no Rio de Janeiro pela conquista de uma escola intercultural bilíngue específica e diferenciada, e os desafios que estão presentes para o poder público e para o povo Guarani Mbyá nessa tensa relação com a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. A partir desse estudo de caso é possível afirmar que a situação da educação escolar indígena no Brasil ainda se encontra marcada por experiências descontínuas e fragmentadas, por pelo menos dois motivos: a persistência da “cultura da tutela”, que invisibiliza os saberes multidisciplinares produzidos e recriados pelos professores indígenas no interior das aldeias e a complexidade da administração pública, seja nas esferas Municipal, Estadual e Federal, não facilita a troca de informações e diálogo para a efetivação desse direito.


Palavras-chave


Educação Escolar Indígena, Professores indígenas, Guarani Mbyá

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DOI: https://doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v26n66p51-66

ISSN Eletrônico: 2236-9767