Socioeducação e juventude: as ações das ONGs na cidade de São Paulo

Jaqueline Conceição da Silva, Carlos Antonio Giovinazzo Jr.

Resumo


O objetivo deste artigo é analisar as propostas de ações socioeducativas desenvolvidas por organizações não governamentais com jovens de 15 a 24 anos, caracterizados como em situação de vulnerabilidade social. O procedimento empregado foi a consulta às informações disponíveis nos websites dessas organizações. Ao todo foram investigadas 91 entidades que possuem 139 ações socioeducativas desenvolvidas na cidade de São Paulo. Em relação ao referencial teórico, a análise foi realizada tomando-se os conceitos de formação, formulado por Theodor W. Adorno, e de racionalidade tecnológica, desenvolvido por Herbert Marcuse. Os resultados revelam que as ações socioeducativas desenvolvidas não contemplam a totalidade dos jovens em situação de vulnerabilidade e que, em sua grande maioria, estão direcionadas para o campo da qualificação profissional, limitando, assim, as experiências formativas dos jovens à promoção de determinadas disposições que, em tese, permitiram o acesso ao mercado de trabalho e levariam à adaptação nos padrões estabelecidos pela ordem social capitalista, ficando em segundo plano a formação propriamente dita e a autonomia. As experiências dos jovens, como usuários dos programas propostos por ONGs, não são controladas por eles mesmos, mas sim mediadas pelas normas, regras e expectativas geradas pelas promessas de superação da vulnerabilidade a qual estão submetidos.


Palavras-chave


formação; socioeducação; juventude; vulnerabilidade social.

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DOI: https://doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v26n66p67-85

ISSN Eletrônico: 2236-9767