A consistência e a insistência: o imaginário e o simbólico no início do ensino de Lacan

Antonio Henrique Ruiz Nakashima

Resumo


 O presente ensaio tem como objetivo explorar as concepções psicanalíticas referentes às tópicas do imaginário e do simbólico, referentes aos primeiros momentos do ensino de Jacques Lacan, procurando caracterizá-las como consistência e insistência, respectivamente. Um excerto de um poema de Sylvia Plath será tomado como mote para a dialética de imagens próprio ao registro do imaginário. A partir da teoria do Estádio do Espelho, o eu será caracterizado como uma organização passional, libidinizada e, decorrente disso, verificar-se-á a sua dimensão do desconhecimento, da ilusão e a concorrência agressiva. A investigação sobre o registro do simbólico nos levará a identificá-lo com a ordem da linguagem, sendo caracterizado por sua anterioridade lógica e pelas leis que regulam os elementos do significante. A consistência do imaginário será identificada com a característica ortopédica do eu, que escamoteia a insuficiência. A insistência do simbólico será observada através do descentramento do sujeito do inconsciente em relação ao si mesmo. O sujeito realiza-se em outro lugar, na cadeia significante, na qual algo do desejo insiste, e onde alguma verdade subjetiva pode ser alcançada. Ao final, algumas considerações são formuladas a respeito da incidência de ambas as tópicas na escuta psicanalítica.


Palavras-chave


imaginário, simbólico, Jacques Lacan

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DOI: https://doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v26n66p107-120

ISSN Eletrônico: 2236-9767