Determinismo e liberdade no pensamento: do caos mítico à razão computacional

Luis Fernando Altenfelder Arruda Campos, Luiz Antonio Calmon Nabuco Lastória

Resumo


Este artigo apresenta uma discussão a respeito de elementos históricos e conceituais que auxiliam a compreensão acerca da atividade do pensamento, para além de suas determinações causais e mecânicas. Para tanto retoma a discussão entre determinismo e acaso através de um percurso que se estende das narrativas míticas gregas acerca da passagem do caos à ordem até o mundo atual dominado por programas codificados.  Tal exposição objetiva avaliar em que medida a liberdade ainda representa uma noção plausível para nos referirmos ao pensamento humano, ao tomarmos como referência as tentativas de reduzi-lo aos seus aspectos lógicos e matemáticos. Exame que aponta para algumas das possíveis implicações presentes na formação de experiências intelectivas singulares quando programas computacionais substituem o homem na execução de atividades cognitivas. No final do texto são resgatadas reflexões críticas do filosofo Theodor Adorno sobre o potencial do pensamento que, pensando a sua própria falta de liberdade, resiste a sua redução a métodos matemáticos reproduzíveis em maquinas.

Palavras-chave


Determinismo; Liberdade; Pensamento; Inteligencia Artificial

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DOI: https://doi.org/10.15600/2236-9767/impulso.v26n66p121-133

ISSN Eletrônico: 2236-9767