Ação do Ômega 3 nas reservas energéticas e responsividade insulínica em ratos diabéticos aloxanizados

Marcella Damas Rodrigues, Mariele Almeida Pazotto, Patrícia Carla Paulino, Carlos Alberto da Silva

Resumo


Analisou-se a ação do ácido graxo Ômega 3 sobre as reservas glicogênicas e regulação glicêmica de ratos diabéticos aloxanizados. Utilizaram-se ratos machos com idade de 2-3 meses, pesando 180-200g, tratados com ração balanceada e água "ad libitum", os quais foram divididos nos seguintes grupos experimentais: Controle, Tratado com ômega 3 (via oral 85 mg/Kg, 7 dias através de gavagem), Diabéticos aloxanizados e Diabéticos aloxanizados tratados com ômega 3 (via oral 85 mg/Kg, 7 dias). Após a indução do diabetes, foram realizados os testes de tolerância à glicose (GTT), teste de tolerância à insulina (ITT), dosagem de ácidos graxos livres e determinação de glicogênio muscular e hepático por intermédio de metodologia bioquímica. Foi observado que o tratamento com ômega 3 não modificou a responsividade pancreática, expresso no GTT tanto nos ratos normais quanto nos diabéticos, bem como, não modificou a sensibilidade tecidual à insulina avaliado pelo ITT, em ambas as condições. Quanto à glicemia, constatou-se que em decorrência da ação da aloxana desenvolveu-se hiperglicemia, indicando a implantação do diabetes, condição não revertida pelo tratamento com ômega 3. Na avaliação das concentrações glicogênicas hepáticas e musculares, foram verificadas baixas reservas no grupo diabético e no grupo diabético tratado, indicando incapacidade do ômega 3 em reverter o quadro clínico. A concentração plasmática de ácidos graxos livres mostrou valores elevados no grupo diabético, que também não foram revertidos pelo tratamento com ômega 3. Conclui-se que o tratamento com ômega 3 não foi eficiente em minimizar as alterações metabólicas geradas no diabetes.

Palavras-chave


Diabetes, Omega 3, Aloxana, Glicogênio.

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DOI: https://doi.org/10.15600/2238-1244/sr.v17n45p3-10

ISSN Eletrônico: 2238-1244