Assistência humanizada na unidade de terapia intensiva neonatal: ações e limitações do enfermeiro

Maria Cristina Pauli da Rocha, Maeline Santos Morais Carvalho, Angela Márcia Fossa, Lisabelle Mariano Rossato

Resumo


O estudo teve como objetivos compreender a experiência do enfermeiro de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal em relação as suas ações e limitações frente a uma assistência humanizada ao neonato/família; conhecer as estratégias utilizadas por ele diante das limitações e compreender o significado dessas estratégias. Trata-se de estudo qualitativo utilizado como referencial metodológico a Teoria Fundamentada nos Dados, pautada no referencial teórico do Interacionismo Simbólico. Os sujeitos da pesquisa foram constituídos por sete enfermeiras que trabalhavam na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de grande porte do interior de São Paulo. Após a análise dos dados surgiram como resultados três categorias: Assistindo o neonato de forma humanizada; Percebendo Limitações para prestar uma Assistência Humanizada ao Neonato/Família; Propondo Estratégias diante das Limitações para uma Assistência Humanizada. Para as enfermeiras assistir o neonato de forma humanizada engloba um conjunto de ações como: confortar e acolher o neonato e a família; ampliando o horário de visita do familiar e permitir os pais participarem do cuidado ao neonato. Porém, há uma diversidade de limitações que dificultam a viabilização dessas ações como a falta de recursos humanos, a hierarquia entre médicos e enfermeiros, o espaço limitado e os horários restritos de visita dos pais e familiares. Diante deste contexto, torna-se urgente uma maior conscientização e sensibilização da equipe de saúde como um todo e da instituição em relação a implementação de práticas que promovam o cuidado humanizado.  


Palavras-chave


Humanização da Assistência; Recém-Nascido; Unidades de Terapia Intensiva Neonatal; Enfermagem Neonatal.

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DOI: https://doi.org/10.15600/2238-1244/sr.v15n40p67-84

ISSN Eletrônico: 2238-1244