Conhecimento e práticas dos Agentes Comunitários de Saúde sobre hanseníase em um município hiperendêmico

Camila Martins de Oliveira, Maria Socorro Carneiro Linhares, Francisco Rosemiro Guimarães Ximenes Neto, Irisdalva Maria Vieira Pessoa Mendes, Lígia Regina Franco Sansigolo Kerr

Resumo


Objetivo: Descrever o conhecimento dos agentes comunitários de saúde (ACS) sobre hanseníase, suas práticas na atenção aos casos de sua microárea e identificar os tipos de qualificações recebidas acerca da doença. Materiais e Métodos: Estudo exploratório-descritivo, sob abordagem qualitativa e quantitativa. Os sujeitos do estudo foram os ACS que atuam em três territórios da Estratégia Saúde da Família (ESF) do município de Sobral, Ceará, com maior número de casos de hanseníase registrados. As informações foram obtidas por meio de um questionário e de uma entrevista e, após sistematização, realizada análise temática de conteúdo. Resultados: Participaram do estudo 51 ACS, sendo 84,3% do sexo feminino; 64,7% na faixa etária de 25 a 40 anos; 86,2% compreendem que a principal via de transmissão do bacilo de Hansen ocorre pelas vias aéreas superiores, porém 13,8% reconhecem outras formas que não a correta; 96,1% reconhecem que os principais sinais e sintomas clínicos da hanseníase são manchas na pele e dormência; contudo, somente 88% conhecem a classificação operacional da doença. Da análise emergiram duas categorias analíticas: Práticas na atenção aos casos de hanseníase e Qualificações recebidas sobre hanseníase. Conclusão: Os ACS apresentam considerável conhecimento sobre a transmissão, sinais e sintomas e a classificação operacional da hanseníase e desenvolvem importantes práticas no território, no entanto faz-se mister a continuidade de ações de educação permanente em saúde.


Palavras-chave


HANSENÍASE; AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE; ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE.

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DOI: https://doi.org/10.15600/2238-1244/sr.v17n48p39-50

ISSN Eletrônico: 2238-1244