Dimorfismo sexual por meio de medidas lineares da escápula

Maria Julia Assis Vicentim, Viviane Ulbricht, Cristhiane Martins Schmidt, Francisco Carlos Groppo, Eduardo Daruge Junior, Sônia Maria de Stefano Piedade, João Cesar Barbieri Bedran de Castro, Carlos Alberto Sassi Etchegoyen, Luiz Francesquini Junior

Resumo


A partir do paradigma de que a determinação do sexo post mortem pode ser realizada em qualquer osso humano, o presente estudo observacional analítico foi realizado em 191 ossadas de brasileiros, sendo 109 do sexo masculino e 86 do sexo feminino, existentes no Biobanco Osteológico e Tomográfico Prof. Dr. Eduardo Daruge da FOP/UNICAMP, que não apresentavam anomalias de crescimento e estão na faixa de idade de 18 a 100 anos. Teve como objetivo estudar sete medidas lineares na escápula direita (A - comprimento máximo da cavidade glenoidal, B -largura máxima da cavidade glenoidal, C - ângulo superior da escápula - ângulo inferior, D -ângulo superior - ângulo lateral da escápula, E - ângulo lateral - ângulo inferior da escápula, F - borda mais equidistante do acrômio - ângulo superior da escápula e G - comprimento do acrômio) visando verificar se as mesmas são dimórficas e construir um modelo matemático para a determinação do sexo post mortem. Os resultados indicaram que todas as medidas estudadas são dimórficas e foi possível estabelecer um modelo matemático com quatro medidas ( A - comprimento máximo da cavidade glenoidal, B - largura máxima da cavidade glenoidal, C - ângulo superior da escápula - ângulo inferior e D - ângulo superior - ângulo lateral da escápula) que permitiram índice de identificação do sexo em 88,1%.


Palavras-chave


Antropologia Forense, escápula, dimorfismo sexual

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DOI: https://doi.org/10.15600/2238-1244/sr.v18n50p13-22

ISSN Eletrônico: 2238-1244